Destaco a leveza da densidade.
(...)
O mundo assim intenso e denso parece ter passado a viver em nós em vez de nós nele. Como pode a escola ajudar os alunos a navegar neste universo de tanta(s) densidade(s)? De que forma se pode ensinar a importância do dever sem prescindir da respiração? Que mundo ainda mais intenso nos aguarda? Que desafios nos tentarão engolir, que barcos inventaremos para a aventura tão necessária da evasão?
Do futuro não sei mais do que o que todos sabem: há de ser presente, há de ser passado. A única certeza dos dias é a importância de os sugar sem sermos sugados.
A escola, mais do que nunca, terá de encontrar o equilíbrio certo entre o tempo de que precisa e o tempo que já não há, nem tem. Os cidadãos, que estamos a preparar para um mundo cada vez mais desconhecido, deverão desenvolver a mais preciosa arte de todas: (sobre)viver felizes.
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4 comments:
Sei que é passageiro... e que a esperança me volta... mas reconheço que "os jovens de hoje mais parecem adultos em férias"
NOTA - As aspas referem uma expressão de Mário Sérgio Cortella, numa palestra sua
A propósito da minha nota, gostava que divulgasse isto, se lhe reconhece importância e utilidade...
"Os cidadãos, que estamos a preparar para um mundo cada vez mais desconhecido, deverão desenvolver a mais preciosa arte de todas: (sobre)viver felizes."
A sociedade, a começar na família, criou jovens adultos para uma vivência em que as dificuldades,contrariedades, desafios e a capacidade de lidar com a frustração foram subdesenvolvidas.
Uma utopia de direitos ilimitados... esquecendo a existência dos deveres!
Por certo muitos serão os jovens que saberão estar à altura das dificuldades que esta mesma sociedade lhes impôs!
Obrigado.
Vou divulgar.
abç
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